quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Com os pés no chão...

Composição: Luis Filipe Carvalho Santos

Com os pés no chão...

Te vejo em todos os rostos
Por onde passo... Em qualquer lugar
A cada encontro, uma nova entrega
Como posso resistir a nós dois?
Se nem posso me controlar
Quando dou por mim, já estou nos seus braços
Me enxergo por seus olhos
Te espelho tem meu nome...

Refrão
Me jogo em teu colo pra dormir
Segura, sonho com a paz
Na paz de seu amor quero flutuar
Com os pés no chão... No mar...
Mais perto, dentro de ti
O lugar mais longe de ti que posso estar!

Sou que você quiser, sem se quer pedir
E quando enlouquece dentro de mim
O céu fica a baixo de nós... Camas de nuvem
Que mais posso querer?
A brisa tem seu cheiro, a vida, seu encanto
Quero seu nome na minha eternidade
Minha vida fora de mim

Refrão
Me jogo em teu colo pra dormir
Segura, sonho com a paz
Na paz de seu amor quero flutuar
Com os pés no chão... No mar...
Mais perto, dentro de ti
O lugar mais longe de ti que posso estar!

domingo, 15 de agosto de 2010

Coisas de criança

Composição: Luis Filipe Carvalho Santos
Coisas de criança

Até que você entenda o amor
Pode levar muito tempo
Sentir e viver parecem ser a melhor forma
Mesmo que não se entenda
Mesmo quando tudo parece ao contrario
O anjo atrapalhado não tardará
Num único sopor, te dar a paz
Pois essa é sua missão
Missão de quem ama
Não importa aonde vá
No tempo, amor é sempre amor

Refrão
E deixa ir, deixa ir...
O horizonte não acaba
E temos que ir em frente
Não chore uma só lagrima
O amor é pleno e misterioso
Coisa de criança é querer
Saber de tudo
Querer todas as respostas
Quando o próprio amor
É a resposta pra tudo

Mas tudo tem sua hora
Não quero ver um sinal de tristeza
Quando tiver que partir
Serei seu anjo, sempre...
E por mais que sofra, foi por amor
Quais as razões?
Não sei amor... Foi por te amar...
Siga! O caminho é longo!
Não importa com quem seguir
Quero mais uma vez seu sorriso
E essa minha missão, essa minha salvação...

Refrão
E deixa ir, deixa ir...
O horizonte não acaba
E temos que ir em frente
Não chore uma só lagrima
O amor é pleno e misterioso
Coisa de criança é querer
Saber de tudo
Querer todas as respostas
Quando o próprio amor
É a resposta pra tudo

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Seu tempo

Composição: Luis Filipe Carvalho Santos
Seu tempo

Nada vale a pena
Não quando sua Alma
Está em questão
Tudo tem um ponto
O limite pode ser o fim
O que vai adiantar
Se você perder a chance
De viver sua própria vida
Quem vai tomar conta
De tudo que se fez
Quem pode te salvar?
Mais ou menos dias... O fim é certo
Te convencer de quem
Você deve ser é fácil
Umas ‘horinhas de TV’, tudo certo!
Render e sorrir, jamais opinar
O difícil é saber quem é
Sabe do que é capaz?
Sua vida se resume
Carro, casa, cachorro...
O aparente perfeito-caos
De uma pintura que não se entende
Mas que se acha bonito, sem saber...
É isso que posso fazer por você
Tudo que posso dizer
A vida é sua, não ‘deles’

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Certeza de errar

Composição: Luis Filipe Carvalho Santos
Certeza de errar

A natureza tão exata
Das horas, dos dias que marcamos
Em segundos, cegos e infinitos
Que nos sufocam mais cedo ou mais tarde
Do nosso suor de cada dia
Dos nossos enganos e regras
Só queria dizer a verdade
Mas o preço pode ser muito alto
O calor que corre em mim
É tristeza de não querer
Aceitar tudo tão fácil
Se somos iguais, pra que lutar?
Até te entendo, mas não me peça pra ser igual
Acredito no meu mundo
Que cada sonho pode ter
Força de mudar quando se acredita
Mesmo com a certeza de errar
Tentar é mais honroso do que deixar
Ainda que possa ser
Por mais que possa ser
Difícil a mudança
Não deixa pra tarde
Quando a noite chega tudo acaba
Quem sabe do amanhã?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Insônia

Composição: Luis Filipe Carvalho Santos

Insônia

Passo noites brigando comigo
Procurando onde errei
Sei que nada foi em vão
Com você sempre soube quem eu era,
Sem ti, não sei onde estou.
Eu que nem sempre ande só
Sempre acostumada a te olhar
Me guiar por teus olhos
Olhando cada canto
Atrás do que nos separou

Refrão
Procuro me encontrar
Querendo achar respostas
Pra tanta dor
Me afasto, viajo e num simples olhar
Tudo volta, cada lembrança pra me atormentar
Insônia, rios de lagrimas pelo luar

Seus erros estão em mim
Perdidos, confusos, tudo que era seu
Te fiz de sonho e perfeição
Assim são as pessoas que amamos
Sem erros, anjos sem pecado
Choro sem me permitir
Sei que um dia vai passar
Quando não me esconder em mim
Sair e ver tudo do alto
Trazendo respostas na mochila
Que cada viagem me trás

Refrão
Procuro me encontrar
Querendo achar respostas
Pra tanta dor
Me afasto, viajo e num simples olhar
Tudo volta, cada lembrança pra me atormentar
Insônia, rios de lagrimas pelo luar

sábado, 17 de julho de 2010

Até mesmo as grandes histórias têm fim

Composição: Luis Filipe Carvalho Santos

Até mesmo as grandes histórias têm fim

Não é pecado querer amar
Até mesmo as mentiras valem
Se a realidade não cabe no nosso espaço
No seu espaço do meu mundo
Finjo que acredito nas suas desculpas
Me faço menina, pra ser tua mulher
No ápice, me esqueço
Acredito que vai mudar
Que veja em mim uma ponta de esforço
Mais alma do que pernas
Até mesmo as grandes histórias têm fim
Sonhos de um coração só
Se acabam por si, pois é sonho
Além de mim, só seus desejos
Mas ninguém tem culpa de amar
Nunca quis ser sua dona
Só queria ser sua a qualquer hora
Será que ser feliz é pedir demais?
Por mais que tente, não vai entender
Do que uma mulher é capaz
Dos encantos nas linhas não escritas
Por mais visível que esteja
São de mim que eles falam
Sou uma mulher, você não pode ver
E parece que vai ser assim
É o preço a ser pago por querer
E tudo querer mudar
Quem sabe me ame um dia?
Nisso que penso a cada entrega
O que me vem a cabeça quando me encontro
Da certeza da incerteza de amar
E que toda a paz tem teu nome
Pois é nele que penso antes de dormir
Só mais um sorriso pra me fazer sonhar
Por instantes, até dormir, até voar
Se tudo não vingar, fui feliz
Mesmo querendo o perfeito e infinito
Só são sonhos puros, tão somente meus
Me prende a você, me devora sem respirar
Me leve pra qualquer canto em qualquer lugar
Até mesmo as grandes histórias têm fim

domingo, 11 de julho de 2010

Um pouco de cada um

Composição: Luis Filipe Carvalho Santos
Um pouco de cada um

Horas em que as minhas horas precisam de um alguém
Que a paz que em mim, fica fervendo, inquieta
A procura do que não encontro, e tenho medo de admitir
Mas que sejam meus, seus olhares, seus desejos e sabores
Uma mentira que seja, pra ter um momento perfeito
Te procuro em mim, algo perfeito, que não seja
Te achar prontinho, do jeito que quis... pretensões
De uma pobre mortal que apenas quer amores a dois

Refrão
Sei que posso subir e ver tudo do alto
Olhar as planícies, daqui os problemas são pequenos
Meu mundo é tão vasto, e ninguém pra me velar
Me sinto só, mas não posso me trair, me dar
O que por direito é meu, e depois que se for
As lagrimas, perdas e vitorias, serão minhas
De mais ninguém, por isso quero você pra me enganar
Num momento esquecer tudo, lembrar de amar

Traga flores ao voltar, quero toneladas de mimos
Quero ser o centro do universo, só pra começar
Quando sentir que tudo está perfeito, vou te bagunçar
No mais que perfeito, errar... Sei que o tempo vai perdoar
Uma busca que sai de mim, um pouco de cada um, que passar
Tudo se resumirá em mim, mais uma montanha
Outros cumes a escalar, outra historia acabará
Mais um ponto claro em mim, novo céu para voar

Refrão
Sei que posso subir e ver tudo do alto
Olhar as planícies, daqui os problemas são pequenos
Meu mundo é tão vasto, e ninguém pra me velar
Me sinto só, mas não posso me trair, me dar
O que por direito é meu, e depois que se for
As lagrimas, perdas e vitorias, serão minhas
De mais ninguém, por isso quero você pra me enganar
Num momento esquecer tudo, lembrar de amar

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mundão de saudades, Cazuza.

Imagem do site: http://www.marilianarjara.com/ Visitem é muito bom!

Há 20 anos ficamos órfãos de Letrista, como ele dizia, não poeta.

Escrever a vida em música varando noites, boemia poética.

Se a verdade é uma coisa difícil de falar a dois, imagina a multidões...

Algumas das suas declarações que se encontram no Livro “Só as mães são felizes”, da mãe dele, Lucinha Araújo:

"Adoro correr riscos."

"Ser marginal foi uma decisão poética."

"Não aconselharia nem um cachorro a me seguir na rua."

"Não estou correndo atrás da morte, mas da vida."

Na sua vida ”Cazuza deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cazuza)

Impossível definir uma pessoa tão intensa e objetivada, fica então aqui a homenagem a esse grande Louco Apaixonado pela vida e pelo amor!


terça-feira, 6 de julho de 2010

O amor é você

Composição: Luis Filipe Carvalho Santos
O amor é você

Hoje à tarde me perguntaram que era o amor
Então fui ao livro da vida, meu livro dos dias
Na primeira pagina estava escrito: Entro sem convites
Sem chamar atenção, na face de um uma brisa
Sem nada mudar meus dias, amor sutil
Notei quando a falta me batia ao acordar
Falta de suas palavras nas horas em que horas não passam
O primeiro passo do amor, a conquista. Tão comum nas paixões...
Confusas e loucas, sem domínio de seus dominados
Sem saídas, deixei que fosse tomado de mim
Me pega pelos braços e me leva pra tua rede na varanda
Me faz ninar no teu sonho, me acorda pra te amar

Refrão
O tempo faz tudo ir pro seu lugar
O que o amor me reservou nada pode tirar
Mesmo errando e não sabendo que ele está lá
Sentir, viver a verdade de forma tão mágica
Que dois, são dois, mas ao dividir sempre será um
De tudo que ficou, sei que nada me faltará
O amor não acaba com cinzas sobre o mar
Vai muito além, não sei onde, cresce sem parar
Quanto aquela pergunta, não sei responder
Mas se o amor tomar forma? O amor é você

Quanta coisa importante desmarcou para ouvir
Um bobo falar, pra velar meu sono... Apenas amar
Tropeçava em tudo só pra caber nos meus braços
Sempre um sorriso bobo ao tocar seu olhar
Como não saber que isso é amor?
Todo o dia nos meus sonhos escrevia teu nome nos céus
Não me deixa dormir sem dizer que te amo...
Deixe que viva teu nome até meu fim dos dias
E nada pode ser maior que a vontade de ser teu
Por perto, num olhar, numa estrela, numa canção

Refrão
O tempo faz tudo ir pro seu lugar
O que o amor me reservou nada pode tirar
Mesmo errando e não sabendo que ele está lá
Sentir, viver a verdade de forma tão mágica
Que dois, são dois, mas ao dividir sempre será um
De tudo que ficou, sei que nada me faltará
O amor não acaba com cinzas sobre o mar
Vai muito além, não sei onde, cresce sem parar
Quanto aquela pergunta, não sei responder
Mas se o amor tomar forma? O amor é você

domingo, 4 de julho de 2010

O tamanho do amor

Composição: Luis Filipe Carvalho Santos

O tamanho do amor

Qual a será o tamanho do amor?
Do tamanho do coração, lugar de sua morada
Ou bem maior, transborda de tão menino e generoso
Que contamina, sai do corpo e vai aos mares
Que inspira canções, poemas e a escapada pela janela
Cada forma de amor, tão sua, uma digital
A vontade de abraçar o mundo, com apenas dois braços
Tem os que vivem evitando amar, medo de entrega
Por que não cortar a alma e dar pros que tem tão pouco
Ou mais um pouco do limite de ser, e não poder voar
Como amor sem hora de lugares loucos
Patéticas e incríveis coisas, injustificáveis loucuras
Que só bobo, crianças, loucos e poetas sabem

Refrão
É preciso arranhar a perfeição
Perder o corpo pra ver que a alma é o que vale
Na morte que se descobre a vida
O tamanho do amor, que é infinito
Que cabe em mim, em nós, no mundo
Sem perder a força no tempo, esse é o tamanho do amor
Num filme preto e branco se podem ver todas as cores
Num filtro de felicidade, simples ares de quem ama

Casa cheia de crianças, correria pelo corredor
Gritos verdadeiros, intensidade de últimos dias
Vivem o máximo, num sorriso, mesmo tendo toda vida
Quando se perde isso, e se deixa pra sorrir num outro dia
Perdem-se dias importantes que não vão contar nas historias de avô
Nada volta, e o vazio pode ser bem pior ao fim de tarde
Quando chega perto do fim, muita coisa não vai com você
Cuide de seu bem, pois é isso que vai se eternizar
Corro pra te ver passar, pra apenas sua presença sentir
Nada pode ser mais valioso que tua felicidade resumida no seu olhar
No amor posso ser o que quiser, homem e mulher, pai e mãe
Te mostra que amor tem formas de amigos, da família
Simples sopro ao vento, simples alimento da vida
Amor, amor! Vou com você pra onde for, não importa onde
Porque sei que lá dá pra ser feliz sem imaginar outra raça

Refrão
É preciso arranhar a perfeição
Perder o corpo pra ver que a alma é o que vale
Na morte que se descobre a vida
O tamanho do amor, que é infinito
Que cabe em mim, em nós, no mundo
Sem perder a força no tempo, esse é o tamanho do amor
Num filme preto e branco se podem ver todas as cores
Num filtro de felicidade, simples ares de quem ama